POIIgreja de Santa María de la Mesa
Século XVII. Foi concluída em 1755, sob a direção do escultor e arquiteto Antonio Matías de Figueroa, construindo no local e utilizando muitos dos materiais do que até 1731 foi uma antiga ermida chamada São Francisco, dando lugar ao que hoje vemos. No exterior, destaca-se a fachada principal. Tem uma fachada barroca em mármore rosa, cujo topo coincide com o coroamento curvo e biselado que cobre a frente da nave central. É obra do mestre de obras Diego Pérez de Acevedo. Existe uma segunda entrada, denominada Puerta del Perdón (Porta do Perdão), coroada por um frontão curvo. A cúpula de forma curvilínea, coberta de azulejos, e a torre do campanário destacam-se em altura. É rematada por um telhado piramidal, coberto com azulejos azuis e brancos do século XVIII, de tradição sevilhana. É um templo de três naves, sendo a nave central, mais alta e larga que as laterais, separada destas por pilastras toscanas que suportam abóbadas de arestas, e uma cúpula de arestas no transepto, sobre uma cornija enrolada. No interior da igreja, merece destaque o órgão, que se encontra instalado sobre um arco de volta perfeita que cobre o portal de entrada da porta principal; data do século XVIII. Ao pé da nave central encontramos um coro com púlpito e quinze assentos, um para cada clérigo que a paróquia tinha em 1779. É realizado em madeira de pinho de Flandres pelo escultor sevilhano Francisco del Valle. O remate é da autoria de Juan Ignacio de Salamanca. O retábulo-mor, bem equilibrado artisticamente, é de estilo barroco. Outros retábulos mais pequenos estão distribuídos pelas outras naves. Por último, devemos mencionar o Tesouro ou Museu Paroquial, uma magnífica expressão de arte sacra, na qual podemos encontrar: vários cálices (o mais antigo do século XVIII); um porta-vasos de 1666, realizado pelo ourives sevilhano Juan Birto de Espinar; várias hastes de prata lavrada; e uma coleção de trajes religiosos dos séculos XVI a XVIII. As peças mais importantes, devido às suas raízes populares, são um guião sacramental (1760-1765) e uma custódia (1775). A primeira é de prata relevada com sinos e foi exposta na Exposição Ibero-Americana de Sevilha, em 1929. É uma das peças mais representativas da ourivesaria sevilhana do século XVIII. O rico ostensório, tal como a escrita de estilo rococó, é uma autêntica obra de arte, sendo também levado em procissão no dia de Corpus Christi. Tem 85 cm de altura e pesa 6,3 kg. Pesa 6,3 kg. O conjunto da custódia é feito de prata e pedras preciosas.