Igreja Colegiada de Santillana del Mar
Santillana del Mar
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A transformação do antigo mosteiro em colegiada - quando a regra beneditina que o regia passou a ser a da Ordem dos Cónegos de Santo Agostinho - teve lugar em meados do século XII, altura em que foi construída a atual igreja de estilo românico, a maior da costa cantábrica. A sua estrutura de três absides e três naves segue o modelo de Frómista (Palência) e o românico internacional que penetrou em Castela pelo Caminho de Santiago. A escultura do seu pórtico, capitéis e mísulas evocam os temas fundamentais da religiosidade medieval, nomeadamente a luta entre o Bem e o Mal, e a necessidade de penitência e perdão para se salvar das dores do inferno. Esta mensagem é transmitida através de alegorias e símbolos animais (leões, pelicanos, pombas, corvos, serpentes, cabras, etc.) e vegetais (maçãs, fetos, acantos, lírios, videiras, uvas, pinhas, etc.), bem como algumas cenas humanas. No centro do transepto encontra-se o túmulo de Santa Juliana, cujas relíquias se guardam na arca do retábulo com as armas da Casa de la Vega.

