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Locais de interesse em Níjar

5 puntos de interés para descubrir

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Descripción de cada lugar

Igreja da Anunciação
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Igreja da Anunciação

A igreja de La Anunciación está situada na Plaza de La Glorieta, centro nevrálgico da vida social da cidade, em frente ao edifício da Câmara Municipal. Esta igreja foi mandada construir pelo bispo António Corrionero no século XVI, durante o reinado de Carlos I, e o seu brasão pode ser visto na torre-fortaleza. De estilo mudéjar, a sua particularidade é a sua função defensiva. É constituída por uma nave central e duas laterais separadas por arcos de meio ponto, apoiadas em pilares octogonais. No interior, o altar tem um retábulo barroco com três secções. À esquerda do retábulo está Santo António, ao centro a Imaculada Conceição, atribuída à Escola de Alonso Cano, do século XVIII, e à direita São Sebastião, padroeiro de Níjar. Na parte superior encontra-se um medalhão representando a Santíssima Trindade, de origem anónima. Também se encontra uma imagem de São José do século XVIII, da Escola de Granada, uma das imagens mais importantes conservadas no património diocesano de Almeria. Outro elemento do interior é a pintura de Nossa Senhora da Anunciação, que dá nome à igreja e que também é de origem desconhecida. O teto em caixotões mudéjar do edifício está muito bem conservado e é de grande beleza. A torre é atualmente utilizada como campanário. Um elemento notável é o brasão de armas do bispo Corrionero por cima da porta de entrada principal, que caiu em 2008 devido a um terramoto e que foi restaurado. Encontra-se agora no batistério da igreja e no exterior, no seu lugar, foi colocada uma cópia desde então.

A Torre de Vigia
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A Torre de Vigia

A torre de La Atalaya foi declarada Bem de Interesse Cultural com a categoria de monumento em 1985 e constitui um dos principais símbolos da localidade, figurando a sua imagem no escudo de armas de Níjar. Foi construída no século XIII e, desde então, tem vigiado o município. De acordo com as crónicas, parece que no século XIV, durante o tempo de Yusuf I, foi restaurada. Atualmente, em 2016, a velha torre foi restaurada e está agora em todo o seu esplendor. A torre situa-se no local de um antigo castelo e à volta da torre são visíveis partes das muralhas, talvez vestígios das muralhas que foram mandadas construir porque Nijar era uma zona muito perigosa e tinha de se defender das incursões de corsários e berberes. Construída em alvenaria, tem uma planta circular com uma base mais larga do que a parte superior e duas janelas, às quais não se podia aceder pelo exterior, mas através de uma escada colocada no interior e que era retirada quando os guardas entravam como medida de segurança. Estas torres eram utilizadas como postos de aviso e para comunicar com outras torres ao longo da costa. A partir dela podemos observar uma excelente vista panorâmica da vila, da sua região, bem como do Parque Natural do Cabo de Gata-Níjar.

Museu da Água
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Museu da Água

O Museu da Água é uma das muitas atracções da cidade, localizado no antigo edifício do mercado de 1950, que por sua vez foi construído sobre o tanque de irrigação da nascente de Níjar. O edifício, agora convertido em museu, está situado na praça do mercado, ladeado por grandes ulmeiros e pela famosa fonte "Cañillo", que ainda fornece água a partir desta nascente. Atualmente, a fonte encontra-se ao lado do museu, embora no passado estivesse no meio da praça. O Museu é também o Posto Municipal de Informação Turística, onde se encontram todas as informações de interesse sobre a Comarca de Níjar. Aqui pode encontrar mapas da zona e material impresso. Também se dedica a documentar uma cultura tradicional da água em zonas áridas, caraterística da Villa de Níjar. Conhecerá a importância da água para a vida, o funcionamento do ciclo hidrológico, o papel da água no nosso clima e as condições que determinam a aridez do sudeste peninsular. Serão mostradas as soluções engenhosas que o homem teve de adotar ao longo da história para recolher, armazenar e distribuir a água.

El Portillo
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El Portillo

El Portillo é uma dessas ruas com um encanto especial, que merecem ser visitadas e que nos surpreendem pela sua arquitetura em pleno centro histórico. A rua é coberta por um telhado e culmina num arco que conduz ao bairro de La Atalaya. O seu desenho parece responder ao facto de ter sido uma das portas do recinto amuralhado da vila. Para além disso, é aqui que se encontra a Casa Museo del Portillo, uma casa típica que costuma acolher diversas exposições de artistas locais.

Cerâmica e Jarapas
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Cerâmica e Jarapas

Uma visita a Níjar é uma visita ao seu artesanato, conhecido por preservar a tradição tanto na cerâmica como nas suas jarapas (ou "harapas"). As peças de cerâmica saem das mãos de artesãos experientes, com séculos de tradição, e uma coloração típica que as distingue das peças industriais. São um verdadeiro tesouro de trabalho árduo, tal como as "jarapas", que ainda são feitas nos teares. Todos eles são adquiridos como recordação da passagem por esta aldeia, mas foram utilizados no quotidiano pelos habitantes do lugar. Algumas das oficinas ou ofícios podem ser visitadas e os diferentes processos podem ser vistos ao vivo. A olaria Nijareña, com séculos de tradição, é um processo manual que começa com o oleiro na sua roda ao nível do chão, fazendo as diferentes peças com técnicas e processos que foram passados de geração em geração. Após o processo de secagem, são aplicados os corantes, obtidos com óxidos metálicos, e a sua decoração tem caraterísticas muito peculiares. A cozedura, embora outrora feita em fornos a lenha, é atualmente feita em fornos mais modernos que permitem manter uma temperatura constante. As peças são variadas e vão desde utensílios para a vida quotidiana até aos necessários para o transporte de água. Atualmente continuam a ser utilizadas para estes fins, embora se tenham tornado também elementos decorativos devido à sua grande qualidade e beleza. Nijar é também uma terra de teares, que eram feitos a partir de restos ou "trapos" em teares de armação de madeira, ancorados ao teto e às paredes, com uma teia horizontal e pedais para mover os fios alternadamente, de modo a que a lançadeira, no seu movimento de vai-e-vem, entrelaçasse o tecido e formasse a "jarapa" (uma espécie de tecido). A escolha das cores e o carácter aleatório tornam cada uma destas peças única e bela. Antigamente, eram utilizadas para proteger colchões, como estendal (para apanhar azeitonas) e como cobertores. Atualmente, ainda mantêm esta função, mas também são utilizados para decoração como tapeçarias e tapetes.