O Torcal de Antequera é um sítio natural de excecional relevo cársico, modelado em calcário jurássico pela dissolução da rocha e pela erosão ao longo de milhões de anos. A sua paisagem é formada por lapiaces, torcas, dolinas, ruelas rochosas e blocos empilhados que desenham silhuetas muito reconhecíveis, com a presença de formas como o zumbido e o conhecido Tornillo del Torcal. É um dos melhores exemplos de carste da Europa e um espaço protegido único na Andaluzia. A partir dos miradouros e dos trilhos sinalizados, é possível observar cristas calcárias, grandes paredes escalonadas e um mosaico de formas caprichosas que mudam muito com a luz. A visita permite também apreciar o contraste entre a rocha nua e a vegetação de montanha, dominada por carvalhos, azinheiras, bordos, espinheiros, abrunheiros e sabugueiros nas zonas mais favoráveis. Nalguns percursos encontram-se pegadas de fósseis marinhos, testemunho da antiga origem submarina do maciço. A zona está protegida como Espaço Natural desde 1989, tendo sido o primeiro território da Andaluzia a ser reconhecido como espaço natural protegido. Além disso, faz parte do conjunto de Antequera Dolmens, declarado Património da Humanidade pela UNESCO. A Rota das Amonites e os percursos de uso público são os mais mencionados nos guias e na informação oficial do sítio. A melhor altura é geralmente ao início da manhã ou ao fim da tarde, quando a luz acentua o volume das rochas e há menos trânsito. Na primavera e no outono, o percurso é mais agradável em termos de temperatura e visibilidade, enquanto nos dias de nevoeiro ou de chuva o terreno pode tornar-se escorregadio e a paisagem menos nítida.