O Geoparque Mundial da UNESCO das Sierras Subbéticas é uma área natural protegida com mais de 32 000 hectares, situada no sul da província de Córdoba, no coração da Andaluzia. Do ponto de vista geológico, constitui um exemplo excecional do Subbético Externo da Cordilheira Bética, formado por fundos marinhos que se elevaram a sul da Península Ibérica durante a Era Secundária, acumulando uma história geológica de aproximadamente 250 milhões de anos. As rochas calcárias predominantes, herança do antigo mar de Tétis, foram modeladas pela erosão meteorítica, criando uma impressionante paisagem cárstica com lapiaces, dolinas, desfiladeiros, poljes e uma vasta rede de abismos e cavernas sob a superfície. A partir dos pontos de visita do geoparque, observa-se uma topografia de altos relevos calcários que abriga reservas naturais de água doce cruciais, alimentando nascentes que abastecem metade da província de Córdoba. A riqueza do local manifesta-se na abundância de fósseis de amonites, cefalópodes extintos com concha em espiral que, pela sua diversidade e abundância, são o emblema oficial do Geoparque. Além disso, o espaço conta com o primeiro jardim micológico da Europa, conhecido como «La Trufa», e é refúgio de espécies de flora endémica nas zonas mais elevadas. O Geoparque beneficia de múltiplas designações de proteção: foi declarado Parque Natural em 1988, Zona de Proteção Especial para as Aves, Zona de Conservação Especial da Rede Natura 2000 e, desde 2006, Geoparque da Rede Europeia, tendo sido reconhecido como Geoparque Mundial da UNESCO em 2015. A paisagem cárstica recente, juntamente com povoações pré-históricas e castelos medievais aninhados nas serras, permite conhecer a história do coração da Andaluzia através de vestígios milenares. A melhor altura para o visitar depende do objetivo: a primavera e o outono oferecem condições ideais para caminhadas e observação da flora, enquanto os dias claros de inverno permitem apreciar com maior nitidez a complexidade das formações cársticas e a profundidade dos abismos.